Refinaria Riograndense será pioneira em biorefino no Brasil; Confira entrevista com o Diretor Superintendente, Felipe Jorge

11/13/2023

11:14:24 AM

Rio Grande

O Diretor Superintendente da Refinaria Riograndense, Felipe Jorge, cedeu entrevista ao programa Manhã Regional, na Rádio Cultura Riograndina na manhã desta segunda-feira (13). O diretor abordou o sucesso do recente teste de biorefino feito pela refinaria na última semana. 

por Redação

Foto: Divulgação

A Refinaria de Petróleo Riograndense já se destaca por seu pioneirismo, sendo a mais antiga refinaria em operação no Brasil. No entanto, a empresa busca mais um feito: ser a pioneira em biorefino no país. O teste realizado pela refinaria teve duração de cinco dias, onde foram usadas duas mil toneladas de soja, que possibilitaram a produção de derivados com conteúdo totalmente renovável. 

“Nós realizamos com sucesso um teste com carga 100% renovável aqui na nossa unidade. Esse teste acabou no início da semana passada, fruto de uma tecnologia que foi desenvolvida pelo centro de pesquisas da Petrobrás. A refinaria originalmente processa petróleo para produzir os derivados, os combustíveis que nós comercializamos. Esse teste possibilitou que a Riograndense produzisse gás combustível, gás de cozinha, uma gasolina com elevadíssima qualidade que pode ser aplicada, inclusive, em petroquímica, todos com conteúdo 100% renovável.”, diz o Diretor. 

O apresentador do programa Manhã Regional, José Valerão, questiona sobre as adaptações necessárias para acomodar o novo processo. “Todo esse processo cabe na refinaria. Não é necessária ampliação para novas áreas, tamanhos. Isso, de fato, é o que traz bastante competitividade, porque nós estamos prontos para começar a fazer esses pequenos ajustes. Também há questões de licenças, autorizações, tudo que precisa ser visto para que isso possa ocorrer de forma contínua. Por isso que estamos mirando o ano de 2024 para o início comercial dessa operação.”, responde o entrevistado.

O processo do biorefino, no entanto, não é exclusivo à soja, podendo ser realizado com outras matérias-primas. Segundo Jorge, as tecnologias dispõem de muita versatilidade, possibilitando o processamento de uma gama muito grande de insumos. O superintendente comenta que a escolha da soja foi devido a disponibilidade e tradição brasileira. A soja foi a nossa prioridade pela disponibilidade e pela tradição brasileira.

De acordo com o diretor, a viabilização do biorefino é um avanço para a transição energética. “Um dos grandes pontos positivos dessa tecnologia da Petrobrás é que ela permite uma migração rápida, pelo menos parcial da refinaria para essa questão do biorefino porque ela não necessita de grandes obras de longo prazo. É uma adaptação daquilo que nós temos hoje de parte do nosso processo para que possamos então começar a atender a demanda dos nossos clientes com produtos que contribuam com a carbonização e com a transição energética.”, afirma Jorge.

Quanto aos benefícios econômicos do desenvolvimento do biorefino, Felipe Jorge explica que a soja, por exemplo, é uma commodity, como o petróleo. O que quer dizer que seu preço varia sazonalmente, dificultando previsões exatas de custo. No entanto, o diretor aponta potenciais vantagens a longo prazo, em relação a demais países.

Jorge também esclarece que qualquer mudança não será repentina. “Continuamos firmes e focados no refino de petróleo e começamos a entrar gradualmente no biorefino. Olhando uma visão de mais longo prazo, uns cinco anos à frente, essa vai ser uma avaliação que vai ser feita com base nas condições de mercado, mas é importante dizer para todos os nossos ouvintes que a riograndense mantém seu compromisso e comprometimento com a cidade do Rio Grande e com a nossa região de atuação, fornecendo diesel, gasolina, gás de cozinha, etc.”, esclarece o diretor.

Confira a entrevista na íntegra no programa Manhã Regional desta segunda, 13 de novembro, na página do Facebook da Rádio Cultura Riograndina.


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