Coronel Augusto César apresenta plano de governo

10/23/2020

01:34:06 PM

Eleições

Encerrando a série com os candidatos a prefeito da idade do Rio Grande, a Rádio Cultura Riograndina, no Programa Manhã Regional, recebeu nesta quinta-feira o Coronel Augusto César, candidato pelo Democratas na coligação JUNTOS PARA ENDIREITAR RIO GRANDE . Veja as principais abordagens em cada tema proposto:


SAÚDE

"Os mais novos não sabem, mas os mais velhos sabem que Rio Grande já teve um grande hospital que foi a Beneficência. Fechou por má gestão. Há pouco tempo, também a politicagem prejudicou muito a Santa Casa, muito os funcionários e muito o atendimento daquela instituição que é histórica e muito importante não só para Rio Grande, mas para 22 municípios da região.

Na Santa Casa, praticamente a responsabilidade do Município é pela sua emergência. Todos nós sabemos que a crise, a pandemia jogou luz e evidenciou a enorme crise que temos na saúde do Rio Grande. Então, eu quero afiançar que no nosso governo a Santa Casa não vai fechar. Nós vamos lutar em Brasília para conseguirmos recursos para levantar a Santa Casa e se for preciso fazer auditorias nas suas contas ou coisa parecida. Temos algumas ideias, que foi um grupo de médicos que nos ajudou a fazer nosso plano de governo, querendo consolidar esta gestão plena de saúde, que nós acreditamos que o gestor que vive aqui, sabe onde aplicar os recursos. Queremos consolidar os sistemas de referência com os hospitais da Santa Casa e Universitário. Criar unidade para atender aquelas pessoas com doenças crônicas, sendo ela encaminhada para unidades básicas de saúde que são referências, para evitar que toda vez pessoas com diabetes, hipertensão, displasias, não tenham que seguir todos os trâmites dos postinhos par Santa Casa, enfim. No meu governo a saúde será trada de forma técnica e profissional, começando por colocar um médico na secretaria de saúde. Nós vamos valorizar os profissionais de carreira, mas não abrimos mão de ter um quadro técnico. Transferir para o comando das ações gerais para o Posto IV. Aprimorar os protocolos adotados nas unidades básicas de saúde, dando ênfase às enfermidades como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, doenças cardiovasculares, cirrose, insuficiência renal, doença obstrutiva crônica, doença infecciosas, tratar as pessoas com problemas já identificados, mas que sejam encaminhadas aos lugares certos. De uma maneira geral dar capacitação técnica a todos os nossos profissionais. Não abrimos mão de criar fiscalização permanente, tanto na Santa Casa como nas nossas unidades básicas de saúde, para que faça o intercâmbio de atendimento aos familiares, doentes e médicos que estão atendendo."


EDUCAÇÃO

"Poderíamos achar que ela está bem, mas eu vou dar um exemplo: não há vaga para todas as crianças estudarem. Outra coisa, o município não paga o piso nacional aos professores, não há respeito. Eu sou militar e sou advogado e meu vice é um juiz de direito, então não esperem que agente não cumpra a lei. Eu não aceito que uma lei não seja cumprida como é a lei do piso.

Outro grande problema são aquelas escolinhas de bairros, de educação infantil. Elas estão sofrendo, perdendo matrículas. Ao mesmo tempo esta pandemia está causando um grande prejuízo nas escolas particulares. São escolas onde a classe média se serve e hoje, com a perda de renda, há uma migração muito grande das escolas particulares estão indo para as escolas públicas. Agora, se já não haviam vagas, como vai ser em 2021? Então temos um problema sério. Então, nós vamos ter que apelar ao governo federal, fazer uma grande economia na cidade no número de secretarias, de Ccs, buscar recurso. Um das coisas emergenciais que pensamos, é alunos que não tem vaga no ensino público terão de ser matriculados no ensino particular.

Nós temos compromisso já firmado com Deputado Tenente Coronel Zucco, nós vamos trazer para cá uma escola cívico militar. Outro problema é a questão do campo, a internet é muito cara, inacessível para a maioria carente do campo. Estamos vendo como podemos fazer para baratear a internet rual. Também estamos buscando trazer para cá uma escola técnica rual, provavelmente na região do Taim. Temos que evitar o êxodo rual, fazer com que o jovem tenha carinho e amor pela profissão dos seus pais, dos seus avos, que aprenda as coisas da terra. Rio Grande tem uma agricultura muito forte, uma pecuária, produção de ovinos e não temos uma escola rural."


SEGURANÇA

"Durante muitos anos Rio Grande estava batendo recorde nos números de homicídio. No primeiro ano do governo Bolsonaro baixou e agora voltou a aumentar a questão da insegurança. Primeiro temos que dizer que a violência pública não se combate apenas com polícia, é uma série de fatores. Que vão desde a família, pais que têm responsabilidade de fazer aquela educação básica, para evitar que ela se torne pessoas viciadas ou pessoas que tenham tendência a esta questão da violência. Passa pelas escolas, acompanhamento dos professores, diretoras. Passa pelas igrejas católicas, evangélicas, por todas matrizes religiosas da cidade. Passa pelo esporte, também. Mexer na legislação é federal, o prefeito não tem esta competência, mas a competência nossa é tratar as coisas que podem afetar esta segurança. Nós também não abrimos mão de armar a guarda municipal. Nós queremos pegar a guarda, armá-la para que ela possa fazer sua segurança ostensiva nos postos onde a prefeitura possa atuar. Pessoal, alguém imagina que hoje é possível colocar um guarda municipal na Praça Tamandaré, às 21h, desarmado? Não só armar, ms criar uma ronda armada especial.

Outro fator que ninguém fala, é que existe uma lei complementar que dá poder de polícia ao exército nas regiões de fronteira. Eu pretendo conversar com General Mourão, com o amigo Bolsonaro para esta lei entre em vigor aqui. Que as forças armadas participem destas rondas. Esta lei permite que as forças armadas façam patrulhamento, revista de pessoas, veículos, embarcações, aeronaves, nós podemos usar isso até de uma maneira emergencial. Temos que usar todos os meios, nacional, estadual e municipal."


TRANSPORTE

"Transporte público é outra problemática. Todos nós sabemos que o transporte já derrubou um prefeito e elegeu outro. O atual prefeito, Alexandre Lindenmeyer, foi eleito em 2012 cima da rótula da Junção. Em 2002 foi feita uma legislação pela Câmara de Vereadores que permitiu prorrogar a concessão do transporte coletivo por dez anos para a empresa que aqui operava. Quando chegou em 2011 – 2012 foi obrigado o prefeito Fábio Branco fazer a licitação. Isso foi feito, o consórcio ganhou, foi feito contrato, foi depositado R$ 5 milhões de calção, mas o TCE apontou possíveis irregularidades no edital e recomendou que ele fosse refeito. Quando assumiu o prefeito Alexandre, seguindo essa orientação, ele rompeu com o consórcio, mas não devolveu o dinheiro de calção. De lá para cá, o prefeito tentou várias vezes fazer a licitação, mas até hoje não foi concluído. O pior de tudo, é que hoje município deve hoje esses R$ 5 milhões corrigidos, soando hoje por volta de R$ 15 milhões ou mais. Fora isso, hoje os ônibus são mais velhos, empresa já mudou de dono, é um imbróglio, sem falar na rótula da Junção que não foi resolvida. Hoje o pessoal reclama, principalmente o pessoal das ilhas que só tem um ônibus semanal.

O transporte coletivo continua um caos, mas nós temos que resolver de forma séria e competente. A primeira coisa é fazer a licitação. Segundo temos que solucionar o problema da rótula da Junção e de preferência a duplicação da estrada Centro – Cassino até o pórtico. Isso tudo, provavelmente com dinheiro federal. Nós vamos fazer uma ampla auditoria, mas o município está quebrado. Vai ser uma batalha difícil, mas terá de ser uma equipe técnica. Do jeito que está, o transporte público não nos seve."


INFRAESTRUTURA

"Outro problema na cidade, mas vou parar de falar problema, vou falar desafio. Sabemos que a infraestrutura, principalmente esta questão das valetas, foi uma promessa vazia do governo que está aí, o Valeta Zero foi promessa não cumprida. Rio Grande tem um problema sério na sua infraestrutura de maneira geral. Temos muitas residências não servidas no sistema de esgoto. Eu moro na Avenida do Cassino e agora que estão fazendo a rede de esgoto. A valeta a céu aberto ainda domina os nossos bairros, como na Profilurb, Castelo Branco, São João. Nossas estradas para ilhas não são mantidas de forma adequada, nossas pontes que não estão em bom estado. O Riograndino sabe, principalmente quando chove, como está a situação. Quando eu fui comandante do 6º GAC, fui procurado pelo Tecon para a construção de um trevo de acesso. Em 2006, conversamos com o comando do exército e conseguimos fazer a rótula de acesso, o pátio de estacionamento de caminhões e o alargamento da Via 1. É isso que pretendo fazer, conversar com nossos comandos, usar nosso batalhão de engenharia porque vai faltar recursos.

Nós também conseguimos que o batalhão de engenharia do exército fosse até o Chuí fazer as estardas ruais. É possível nos temos em Rio Grande uma usina de asfalto. É trabalhar com pouco, mas nós fizemos tudo com pouco recurso mesmo. A minha campanha é feita com pouco dinheiro. Vamos atuar principalmente nas nossas áreas do interior. Eu não faço promessas vaias, vamos trabalhar com afinco. Aqui nós temos uma estação de entrada às barcas. Não temos um ponto de apoio, não tem um lugar para as pessoas sentarem. Isso aqui é uma estação para o nível da cidade do Rio Grande, o 4º PIB do estado? Nós temos que melhorar muita coisa. "


TEMPO LIVRE

"Vou falar na questão do Turismo. Há cerca de 50 anos existia um trem que ia até o Cassino e uma estação, então pasmem: Há 50, a praia do Cassino tratava melhor o turista do que trata hoje. A cidade chegou a sediar uma das principais etapas de remo da América do Sul. Temos essas ilhas, a Estação Ecológica do Taim que é um turismo ecológico. Existe alguma estrutura para o turismo? Eu fui na Amazônia, em um hotel no meia da selva, aqui não temos nenhuma estrutura no Taim,. Não temos turismo histórico, nós temos o turismo de lazer, que é a praia e não temos uma estrtura adequada, temos o turismo ecológico e não temos estrutura, nós não temos tratado o turismo com seriedade. Não é destes oito anos de governo, é de muitos anos. Secretário de turismo é uma pessoa que apoia o prefeito durante a eleição. É impressionante como o potencial que a cidade do Rio Grande tem e não favorece isso por pura politicagem. Já conversamos com o secretário de turismo do RS, Rodrigo Lorenzoni, que é do nosso partido, vai nos dar todo apoio.

A nossa chapa, Augusto César e Juiz Sena, reflete o desejo de muitos cidadãos que querem ver sua cidade mais limpa, segura, limpa, produtiva e feliz. Nossa proposta de fazer um governo sério, moral e ético, que abomine acordos escusos. Um governo que promova uma expressiva redução de secretarias e cargos de confiança. Nós vamos valorizar os funcionários de carreira. Revisar a legislação vigente, para tornar a cidade competitiva, atraente aos investimentos, rever nosso plano diretor que e proibitivo aos novos investimentos. Vamos buscar parcerias e convênios com governos nacional e estadual, especialmente com os comandos do governos militares, bem como entidades privada e de classe. Nossa campanha é feita por voluntários e, com certeza, é a mais pobre em dinheiro, mas a mais rica em valores.

Para terminar eu quero falar para todos vocês, mães, pais. Nessas eleições não vamos decidir apenas o futuro da nossa cidade, vamos tratar dos valores que vamos transmitir e ensinar aos nossos filhos. Dizer que uma consciência tranquila vale mais do que milhões, não tem preço uma consicência tranquila. Nosso governo vai combater com todo o afinco a improbidade, a mentira e a falcatrua. Eu falo em meu nome e em nome do Juiz Sena, duas pessoas aposentadas cujo único interesse é trabalhar para o bem da cidade. Já declarei e dou minha palavra que vou doar todos os meses 50%, metade do meu salário para instituições de caridade. Dizer pra vocês o seguinte, não vai ter falcatrua no meu governo."



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